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Conheça e saiba as vantagens dos painéis mais usados

29 de Nov. de 2011 às 00:29

Conheça e saiba as vantagens dos painéis mais usados no móvel brasileiro

Diferenciais na produção de móveis facilitam o trabalho nas marcenarias

Publicado em 28/11/2011 as 02:30 por eMobile

 

O MDP é ideal para o uso em partes planas dos móveis. O desenvolvimento de uma nova superfície, diferente da chapa aglomerada proporciona ao fabricante de mobiliário uma opção quanto à aplicação de MDF em toda a peça, o que elevaria o custo da mesma sem necessariamente dar retorno correspondente em termos técnicos ou estéticos. “A camada externa continua sendo partícula, só que em formatos pequenos e estáveis. Além disso, a quantidade de partículas aumentou muito, o que promove um painel mais uniforme e com menor absorção de tinta e massa”, explica Graça Berneck quanto às melhorias técnicas que permitem um bom acabamento sobre o MDP, especialmente nos casos em que o industrial opta pelo revestimento impresso.

O MDP também pode ser aplicado em qualquer móvel independentemente do ambiente e o baixo custo relativo às possibilidades de uso é umas das principais vantagens. Atílio Formagio, da Masisa, salienta que o MDP é um painel especialmente indicado para a produção de móveis de linhas retas, que não exijam usinagem em baixo relevo, entalhes ou cantos arredondados. “O produto é especialmente vantajoso para a execução de divisórias, prateleiras, portas retas e caixaria em geral”, comenta.



Já o MDF, ou painel de fibras de média densidade, como o próprio nome revela, se distingue do MDP por conter em sua composição fibras em vez de partículas. Para sua produção, a madeira é desconstruída e reconstituída novamente. “O MDF não tem camadas. As fibras e resinas são aglutinadas com pressão e calor com o objetivo de formar uma chapa em substituição à madeira maciça”, explica Graça Berneck. Devido a sua uniformidade, o MDF permite um trabalho mais criativo e oferece mais precisão em detalhes do móvel. Atílio Formágio, da Masisa, indica seu uso quando for necessária usinagem de superfície, rebaixos e detalhes curvados.



Tanto o HDF quanto a chapa de fibra integram o segmento de painéis de alta densidade. O professor do Senai, Gregory Kravchenko, explica que a chapa de fibra, entre os painéis de madeira reconstituída, é hoje menos consumido pela indústria moveleira. Ambos, tanto o HDF quanto a chapa de fibra, têm aplicações parecidas, mas se diferenciam no processo de fabricação, uma vez que o HDF (painel de fibra de alta densidade) é composto por resinas, insumos que não são utilizados na confecção das chapas de fibra. Kravchenko esclarece que o processo da chapa de fibra é considerado também como de maior impacto ambiental.

Em termos técnicos, a homogeneidade tanto de um quanto de outro tipo de painel permite trabalhos de usinagem. A espessura fina aliada à resistência destas chapas compõe uma boa vantagem para aplicação nos fundos dos móveis.



Compensados e colméias - Além destas opções, a indústria moveleira pode dispor também das opções de chapas compensadas e do painel-colmeia. O compensado multilaminado anatômico é ideal para a confecção de móveis com angulação e curvatura, como assentos e encostos de cadeiras. Já o painel-colmeia é indicado para prateleiras, tampos de estantes e móveis modulares. Andrea Krause, gerente de marketing da Eucatex, revela que esta chapa é muito procurada por arquitetos, designers e decoradores. A composição do painel-colmeia se assemelha geralmente àquela de favos de mel – daí o nome –, seu “miolo” é feito de papel reciclado e as camadas externas podem ser de MDF ou de MDP.